Nº 1576 – 15 de dezembro de 1999 

Garotinho
Na reportagem “Levado da breca” (ISTOÉ 1575), gostei da resposta que o governador Garotinho deu à pergunta “de onde ele iria tirar tanto dinheiro para gastar em segurança?” A resposta foi: “É só não roubar!” É exatamente isso. A pessoa que teve a experiência da conversão a Jesus teme a Deus. Não por medo, mas porque é nova criatura
Irineu M. Pereira
Londrina - PR

Certamente não queremos para presidente da República alguém que perdoa multas de trânsito por excesso de velocidade de perueiros ilegais e assassinos travestidos de motoristas de ônibus. A quem interessa esse tipo de decisão? Pra ganhar votos?
Nery Silva
São Paulo - SP

Depois da má experiência com o garotão Collor, será que o Brasil vai eleger o Garotinho? Pelo menos o governador do Rio de Janeiro não é ateu. O Brasil precisa conhecer melhor esse evangélico. Acreditar ou não nessa jovem liderança, eis a questão.
Heron Rodrigues
São Luís - MA

Se o PT vai conseguir pôr como candidato uma pessoa inteligente nas eleições em 2002, sem dúvida o governador Anthony Garotinho vai ser eleito presidente do Brasil, pois não tem ninguém à altura dele, principalmente em simpatia, fato determinante nas eleições no Brasil.
Mateus Schwarz
São Paulo - SP

Marilda Lipp
Excelente a entrevista da psicóloga Marilda Lipp. Realmente somos todos diferentes, somos indivíduos, portanto cada qual com o seu perfil. Mesmo os gêmeos univitelinos são diferentes. “Fábrica de tensão” (ISTOÉ 1575).
Felipe Rebelo de Lima.
Maceió - AL

Barbárie
Parabéns pela reportagem “Truculência e barbárie” (ISTOÉ 1575). Sou servidor público federal e filho de funcionário da Novacap, e revolto-me em saber que uma massa de trabalhadores que votaram no senhor Roriz para governador do DF, com a promessa de aumento de salário, teve de correr da polícia como bandidos, a mando do próprio Roriz, apenas por cobrar uma promessa.
Ricardo Santos
Brasília - DF

O governo do Distrito Federal está se especializando em praticar truculência e barbárie. Recentemente anunciou o fim do excelente programa bolsa-escola, criado pelo governo imediatamente antecessor e agora vimos cenas explícitas de massacre e derramamento de sangue.
Aguinaldo Tejo Filho
João Pessoa - PB

É inadmissível que um país como o Brasil, que prega a liberdade de expressão, ainda tenha que nos envergonhar diante de repressão policial como a que tirou a vida do trabalhador José Ferreira da Silva.
Luís Freitas
Ananindeua - PA

Isso não pode continuar. Não basta um grandalhão ser demitido. A nossa polícia tem de ser reciclada urgentemente. Precisamos de verdadeiros policiais.
Carlos Jacinto da Silva
Maceió - AL

O show de covardia e incompetência da PM do Distrito Federal, matando e ferindo gravemente trabalhadores, não surpreende. Há muito tempo a violência tem vindo de cima.
José Márcio C. Costa
Rio de Janeiro - RJ

Polícia
O covarde assassinato da estudante Michele, de Niterói, foi a gota dágua. O Brasil precisa urgentemente da pena de morte. Ela não acaba com esses crimes, mas castiga seus autores. Basta de impunidade, nessa terra de Justiça amena. “Psicologia do crime” (ISTOÉ 1575).
Mário Annuza
Rio de Janeiro - RJ

Fiquei impressionada com a fria reação da criminosa Alessandra, porque, mesmo não sendo a autora do crime, estava presente e confessou isso. Essa reportagem mostra como anda a criminalidade no Brasil.
Aline de Moraes
Cuiabá - MT

Nazistas
Estou profundamente indignada com o grupo de jovens neonazistas. Sinto decepcioná-los, mas não são 100% brancos pois nasceram no Brasil, país mestiço por natureza e carregam, em seu sangue, por exemplo, o sangue negro que abominam. Para eles, São Paulo carrega o Brasil nas costas? Saibam que a grandeza de São Paulo foi construída justamente com a força e o valor dos nordestinos que tais grupos desprezam. “À sombra da suástica” (ISTOÉ 1575).
Luzia da Silva
Fortaleza - CE

Acredito que esses jovens que se consideram brancos e brasileiros deveriam tentar se aliar aos neonazistas alemães e ver o que acontece. “Que a diferença se insinue e se consagre no lugar da intolerância.”
Cinthya S. G. Santos
Sidney - Austrália

Antes de fazerem alusões aos absurdos nazistas, deveriam se informar e saber o valor cultural que o Nordeste tem para este país.
Flaubert Paiva
Camoina Grande - PB

Gostaria que o jovem que aparece com a camisa “100% branco” desse uma estudada em sua árvore genealógica. Com certeza ele irá ter como parentes: negros, índios, portugueses, enfim todo o tipo de raça, que é a coisa mais normal quando se trata de Brasil.
Fernando Antonio de Azevedo
Maceió - AL

Mansur
Queria saber qual o problema que afeta tanto o mercado financeiro, já que as denúncia-s- feitas por Ricardo Mansur são, na minha opinião, verdadeiras. Infelizmente, vivemos em um país onde a corrupção é endêmica. Somos conhecedores de fatos imorais de ajuda a bancos falidos e que foi institucionalizado pelo governo, somos conhecedores também de privatizações estúpidas, em que o povo as financiam através do BNDES para gerar lucro a uma casta que vem mandando no País há 500 anos. De uma coisa Ricardo Mansur está certo. “Se os brasileiros sempre aceitarem que os grandes sejam intocáveis, nosso país nunca chegará a lugar nenhum”. “Vingança virtual” (ISTOÉ 1575).
Yuri Guimarães
Campina Grande - PB

Bahia
Diferente do que foi publicado na coluna Fax Brasília, onde a revista mostra uma placa em homenagem ao sr. Ângelo Calmom de Sá, a Bahia não é e nunca será de ACM, embora o senador tente fazer com que o Brasil inteiro pense assim.
Kátia M. Miranda de Oliveira
Salvador - BA

Imunidade
Ao ler a coluna Fax Brasília não pude conter a indignação com a notícia de que o deputado Olavo Calheiros deve pedir licença do seu mandato, propiciando a posse de Divaldo Suruagy, com o objetivo de protegê-lo com o manto da im(p)unidade parlamentar. Até quando o povo brasileiro irá tolerar essa imoralidade? “Imunidade e boa vontade” (ISTOÉ 1575).
Leopoldo Cavallari Filho
Curitiba - PR

Judiciário
Dois esclarecimentos se fazem necessários. Sobre a matéria “Sinal verde” (ISTOÉ 1574), nada há de suspeito em uma operação de empréstimo bancário garantido por outra instituição financeira. Se a revista tem elementos de prova de que o dinheiro “nunca teria saído do Grupo OK”, recomendo que os encaminhe à Justiça para as providências cabíveis. Sobre carta publicada na mesma edição, quero ressalvar que não poderia justificar à revista uma ameaça que só ocorreu na delirante imaginação da citada repórter.
Luiz Estevão
Senador
Brasília - DF

ISTOÉ responde: As suspeitas sobre a operação envolvendo três empresas do Grupo OK, a Construtora Ikal e o Banco Barclays não são de ISTOÉ e sim da CPI do Judiciário e do Banco Central, que investigam uma típica operação de “empréstimo” entre empresas do mesmo grupo, o que é crime previsto na Lei do Colarinho Branco. Sobre a jornalista Maria Lima, de O Globo, o senador segue não explicando por que a ameaçou.

Greca
A propósito da matéria “Greca cai na rede” (ISTOÉ 1574), tenho a esclarecer: repudio, mais uma vez, as ilações totalmente falsas, publicadas pela revista, sobre um suposto caixa de campanha. Reitero que, se falaram em meu nome, foi sem qualquer conhecimento ou ordem minha e, baseado nisso, interpelarei judicialmente todos os que me difamam. Repito que sou o agente da moralização do setor de bingos no País. Já esclareci ao Senado Federal e à opinião pública as ações saneadoras que, por minha determinação, estão sendo adotadas desde o início do ano no setor do Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto (Indesp), autarquia vinculada ao Ministério do Esporte e Turismo. São de minha iniciativa as três investigações existentes para apurar denúncias de irregularidade: sindicância no Indesp, auditoria da Secretaria de Controle Interno, do Ministério da Fazenda, e inquérito na Polícia Federal do Ministério da Justiça. Com o firme propósito de servir ao Brasil com energia limpa.
Rafael Greca de Macedo
Ministro do Estado do Esporte e Turismo
Brasília - DF

Obesidade
É totalmente inadequada a comparação contida na reportagem “A nova onda do mar” (ISTOÉ 1574), entre o nosso medicamento Xenical e os chamados suplementos alimentares à base de quitosana. Xenical é o único medicamento registrado no Ministério da Saúde. É um medicamento aprovado no Brasil pelo Ministério da Saúde para ser usado com orientação médica. Utilizado corretamente, Xenical não tem efeitos colaterais significativos. No caso de quitosana, como o próprio texto admite, faltam estudos conclusivos e definitivos que comprovem os efeitos prometidos pelos seus fabricantes. Quando se fala em “mecanismo de ação”, incorre-se em terminologia incorreta, já que se atribuem a esses produtos efeitos terapêuticos próprios de medicamentos - e eles são, simplesmente, suplementos alimentares. O quadro “Sutil diferença”, na mesma edição, torna mais inaceitável a comparação proposta: descreve a ação de Xenical (comprovada cientificamente) e, ao lado, apresenta “duas hipóteses” para a suposta absorção de gordura por quitosana. Xenical é um produto patenteado junto ao Inpi, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o que significa que não podem existir produtos com mecanismo de ação similar no mercado. Apesar de todas as ressalvas, a reportagem pode induzir o leitor a imaginar equivocadamente que quitosana substitui o tratamento com Xenical. No limite, se não obtiverem resultados, alguns pacientes podem ser levados a descartar o uso de Xenical, com prejuízos à saúde.
Frank Guggenheim
Diretor
Prods. Roche Quím. E Farm. S/A
São Paulo - SP

Mistério
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Estado de Mato Grosso do Sul, através de seu presidente, Carlos Alberto de Jesus Marques, torna pública sua preocupação quanto à divulgação, pela imprensa, dos fatos envolvendo a morte da prefeita de Mundo Novo, Dorcelina Folador, e a suposta existência de tráfico de crianças na cidade, relacionando, ainda que através de meras insinuações, o delito com a pessoa do advogado Jair de Alencar, que apenas atuou legitimamente em processos de adoção de crianças para casais estrangeiros, ações estas que tiveram tramitação regular e na forma da lei. Por outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, através de sua Corregedoria Geral de Justiça, já analisou a matéria, porque as denúncias também envolviam o magistrado que dirigiu os processos, e chegou à conclusão de que ilicitude alguma foi cometida pelas partes envolvidas nos processos de adoção. A presente manifestação visa prevenir responsabilidades e preservar a imagem do advogado, que não pode ter o seu nome vinculado a um crime de homicídio pelo simples fato de ter atuado em processos judiciais. “O inimigo mora ao lado” (ISTOÉ 1571).
Carlos Alberto de Jesus Marques
Presidente da OAB/MS
Campo Grande - MS

Errata
Na reportagem “Mezza portuguesa mezza italiana” (ISTOÉ 1575) o nome de um dos personagens saiu trocado. O correto é Marina Junqueira de Freitas e não Mariana, conforme saiu publicado. Ao contrário dos valores publicados na reportagem “A nova onda do mar” (ISTOÉ 1574), o preço correto do produto Quitosana Phytomare é: frasco de 60 cápsulas R$ 38 e de 120 cápsulas R$ 59.

 
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